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Valores individuais




Dos times brasileiros envolvidos na disputa da Libertadores, o Flamengo é o que vem demonstrando, de maneira mais eficiente, seus valores individuais. Bastaram dois jogos. E se enganou quem imaginava que esses só poderiam ser Petkovic e Adriano.

Se no primeiro jogo Léo Moura fez as honrarias rubro-negras, lá no inseguro estádio do Caracas, Vagner Love mostrou que enquanto o Imperador arruma confusão na favela e o craque sérvio sofre por ter desrespeitado a autoridade no clube, ele, o “Mago das Trancinhas”, praticamente garante mais uma vitória no continental. Dessa vez, novamente com um a menos em boa parte do jogo e fora de casa.

No primeiro gol, não há o que se discutir. Pênalti claríssimo. Por mais que o defensor estivesse em plena queda no gramado, seu braço estava descolado do corpo e o árbitro Wilmar Roldán interpretou a regra com perfeição. Penalidade essa, muito bem convertida pelo número 9 do Mengão (já estava mais que na hora de bater um pênalti descente).

Durante os 30 minutos iniciais da segunda etapa, a crise instalada nos bastidores do clube parecia se refletir no time dentro de campo. Expulsão de Toró e gol de empate.

Com a entrada de Ronaldo Angelim no lugar do aborrecido Pet, se desenhava um natural recolhimento dos cariocas. A previsão era de uma retranca, com Angelim, Kleberson e Fernando se fixando na proteção da defesa, Vagner Love voltando sempre que possível e Vinicius Pacheco solto lá na frente, fazendo o que desse pra ser feito.

Mas quis o destino que a competência do Flamengo se aliasse aos espaços dados pelo time venezuelano.

Por parte da torcida flamenguista, muita gente critica o meia Kleberson (até com certo gosto, pois ele não entra, de modo algum, no estereótipo dessa torcida de jogador com raça, que dá carrinho na lateral), mas nesta quarta-feira deu pra ver bem sua importância tática no time. Sua função é exatamente dar qualidade na saída de bola na hora de puxar um contra-ataque. Ele nunca vai se jogar no gramado pra roubar a bola de um meio-campo ofensivo do time adversário. Cabe ao treinador, quando isso acontece, saber encaixar as peças dentro de campo.

Com Alvim e Angelim na retaguarda, sobrou espaço para o pentacampeão desempenhar sua função. Até perdeu gol cara-a-cara. Mas deu passe para Vagner Love, marcar o segundo.


Com tranqüilidade, Rodrigo Alvim mostrou que tem disposição para não desistir da jogada e, categoria para uma finalização bonita. Tem jogador por aí que ficaria nervoso na hora de definir uma jogada como a do terceiro tento dos cariocas.

É nesse embalo que todas as incertezas morrem e o time passa a ser completamente credenciado para terminar a fase de grupos em primeiro da sua chave.

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