GP em Austin cancelado? Talvez a notícia seja boa...

Por Leandrus
Quem sonha com um calendário bem inchado na F1 provavelmente se decepcionou com uma notícia da semana passada. O cancelamento do GP dos EUA, que seria disputado em Austin, impossibilitará o acontecimento de 20 corridas em 2012, algo que seria um fato inédito na categoria. Porém, devo confessar: nem me importo com isso.
Antes que os fãs de F1 me atirem um bom número de pedras, explico. Como fã, adoraria ver tamanho número de provas. Não me importo em acordar cedo ou dormir tarde somente por causa de um dos meus passatempos favoritos. Porém, me importo com a qualidade das corridas. E é aí que entra a minha indiferença quanto ao cancelamento de tal etapa.
O traçado de Austin seria mais um a ser projetado por Hermann Tilke, responsável por desenhar todas as pistas que entraram no mundo da F1 nos últimos anos. É justamente aí que entra o problema: quase todos os circuitos que tiveram a mão do arquiteto alemão são questionáveis. São simples e insossos demais, não apresentam desafios e muitas vezes proporcionam corridas tediosas. Um verdadeiro convite para que torçamos que nenhuma corrida nova entre no calendário.
Não precisa ser um gênio, tampouco ter memória boa para perceber isso. Os circuitos de Valência e Abu Dhabi nunca sediaram uma boa corrida — a última, no máximo, ofereceu um espetáculo quase perto do aceitável nesse ano. Cingapura, quando não é um GP tumultuado pelos acidentes e bandeiras amarelas, também chega a dar sono. As provas na Índia e na Coreia, se não chegaram a ser ruins, também não foram nada demais — e ainda mostraram que precisam e muito da ajuda de uma chuva ou da combinação asa móvel + KERS para proporcionar alguma emoção. E as etapas em Bahrein eram tão chatas que houve até quem comemorasse quando a edição que lá seria disputada nesse ano foi cancelada.
Para não ser injusto com Tilke, ele fez um bom trabalho na Turquia — justamente a corrida que está fora do calendário do ano que vem — e na China. Mas é pouco. Sabendo do número de circuitos ruins que projetou, tendo a achar que Austin entraria nesse grupo, sendo mais uma a gerar corridas chatas. Aí não dá.
Fica o aviso: não é preciso que se inche o calendário da categoria colocando pistas bem ruins apenas com o pretexto de ter mais corridas. Todo fã, por mais que goste de automobilismo, sabe como é ruim sacrificar parte do seu dia apenas para reclamar do quanto um GP está sendo entediante. Queremos espetáculos de verdade. Qualidade no lugar de quantidade. E enquanto as pistas novas vierem no padrão “tilkeano”, o melhor é torcer para deixar tudo como está e que nada de novo entre no mapa da F1.
Antes que os fãs de F1 me atirem um bom número de pedras, explico. Como fã, adoraria ver tamanho número de provas. Não me importo em acordar cedo ou dormir tarde somente por causa de um dos meus passatempos favoritos. Porém, me importo com a qualidade das corridas. E é aí que entra a minha indiferença quanto ao cancelamento de tal etapa.
O traçado de Austin seria mais um a ser projetado por Hermann Tilke, responsável por desenhar todas as pistas que entraram no mundo da F1 nos últimos anos. É justamente aí que entra o problema: quase todos os circuitos que tiveram a mão do arquiteto alemão são questionáveis. São simples e insossos demais, não apresentam desafios e muitas vezes proporcionam corridas tediosas. Um verdadeiro convite para que torçamos que nenhuma corrida nova entre no calendário.
Não precisa ser um gênio, tampouco ter memória boa para perceber isso. Os circuitos de Valência e Abu Dhabi nunca sediaram uma boa corrida — a última, no máximo, ofereceu um espetáculo quase perto do aceitável nesse ano. Cingapura, quando não é um GP tumultuado pelos acidentes e bandeiras amarelas, também chega a dar sono. As provas na Índia e na Coreia, se não chegaram a ser ruins, também não foram nada demais — e ainda mostraram que precisam e muito da ajuda de uma chuva ou da combinação asa móvel + KERS para proporcionar alguma emoção. E as etapas em Bahrein eram tão chatas que houve até quem comemorasse quando a edição que lá seria disputada nesse ano foi cancelada.
Para não ser injusto com Tilke, ele fez um bom trabalho na Turquia — justamente a corrida que está fora do calendário do ano que vem — e na China. Mas é pouco. Sabendo do número de circuitos ruins que projetou, tendo a achar que Austin entraria nesse grupo, sendo mais uma a gerar corridas chatas. Aí não dá.
Fica o aviso: não é preciso que se inche o calendário da categoria colocando pistas bem ruins apenas com o pretexto de ter mais corridas. Todo fã, por mais que goste de automobilismo, sabe como é ruim sacrificar parte do seu dia apenas para reclamar do quanto um GP está sendo entediante. Queremos espetáculos de verdade. Qualidade no lugar de quantidade. E enquanto as pistas novas vierem no padrão “tilkeano”, o melhor é torcer para deixar tudo como está e que nada de novo entre no mapa da F1.
Leandrus - Automobilismo
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