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A seleção brasileira bem menos brasileira.

(Torcida comparece, mas time deixa a desejar)

Está cada vez mais inverídico afirmar que haja uma brasilidade nessa seleção. Fora o fato dos profissionais que nela atuam terem nascido neste país, não há mais nada que fundamentem a nacionalidade deste time. Quase todos os jogadores moram, trabalham e vão fazendo suas vidas no exterior. E para completar, estamos vendo que é muito mais fácil e o rendimento é muito mais proveitoso quando se joga em outro lugar que não o Brasil.

E quando falamos mais especificamente do Maracanã, é uma realidade que o estadio não tem mais aquele poder favorável à equipe dona de casa. Tudo bem que na Copa de 1950, aquele Maracanazo na final do mundial contra a seleção do Uruguai, marcou um fato inesquecível, mas que por muito tempo foi tratado como uma anormalidade. Embora naquele ano o Maraca ainda fosse um recém nascido, o objetivo era termos um estádio que fizesse uma pressão intimidadora ao adversário. E durante um bom tempo, foi assim, tanto para clubes como para a seleção. Mas, atualmente, a química estádio-torcida-time não tem sido mais a mesma. Em menos de uma semana, pudemos acompanhar dois jogos em que os times contavam com uma grande torcida a favor e acabaram por sucumbir e não conseguiram aquilo que almejavam dentro da partida. No sábado, vimos 80 mil rubro-negros acompanharem de forma fúnebre o insucesso do Flamengo frente ao Atlético-MG que saiu vitorioso pelo placar de 3x0. E ontem foi a vez da seleção “multinacional” sair de campo de cabeça baixa ciente de não ter feito o melhor que podia. O jogo terminou empatado, mas os mais de 50 mil presentes queriam apenas duas coisas: um bom futebol e uma vitória.

O jogo em si foi pragmático com muito toque de bola pro lado sem nenhuma objetividade. Raros foram os momentos que o goleiro colombiano se viu em situação de perigo. Por parte de Kaká, que é o grande líder da equipe, vi vontade, mas nada além disso. Sem agressividade ofensiva, o resultado acabou ficando dentro do cabível.

(Robinho tenta fugir da marcação colombiana)

Não achei a postura do time errada, mas esse feijão com arroz é insuficiente para vencer o bloqueio de times como o da Colômbia. Um lateral avança e outro fica. Quando está sem a bola, os atacantes fecham nas laterais da intermediária e os armadores avançam na marcação com os volantes postados um pouco mais atrás.

Com a bola nos pés, nada de extraordinário. Se o adversário for fraco, a seleção se dá bem podendo até golear, mas se por acaso, o rival apresentar certa resistência defensiva, aí o pragmatismo acaba por servir como principal obstáculo a ser vencido pela seleção de Dunga. Não há aquela jogada que deve acontecer em momentos difíceis para resolver a parada. Sinto falta de um meia que pegue a bola, dê um drible ou faça um lançamento e coloque alguém na cara do gol. Isso não aconteceu ontem e nem nos últimos jogos em casa.

Não vejo nenhum setor como problemático, mas sim a falta de dinamismo, improviso e jogadas inesperadas.

Mas como o próprio Dunga diz: a seleção sempre passa dificuldades nas eliminatórias e sempre se classifica. Mas tal fato não pode servir como justificativa para o comodismo e a apatia que o time vem apresentando em alguns jogos, principalmente dentro de casa.

Após a grande vitória contra a Venezuela fora de casa, cheguei a comentar com algumas pessoas: “só falta agora, o Brasil fazer aquele jogo bisonho no Maracanã”. Não deu outra.

Eu não duvido que nos classifiquemos para o mundial, mas também tenho certeza que a torcida continuará vendo esse futebol, por ora animador e que nos ilude e por ora chato e inofensivo.

Quem sabe, na Copa do Mundo, tudo seja diferente. Pelo menos (caso o problema seja o solo tupiniquim) ela acontecerá na África do Sul...



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6 comentários:

Vinicius Grissi disse...

Diferente só quando o Dunga cair.

Discordo de você apenas quando fala que a torcida compareceu. 50 mil para ver a seleção no Maracanã é mixaria. Reflexos do time vergonhoso que temos.

Carlão Azul disse...

Joguinho sonolento que me tirou o sono ontem. Poxa arrependi de ficar acordado vendo o futebolzinho burocrático que o Brasil apresentou.

***

Meu prezado amigo, peço-lhe desculpas pelo sumiço.

Do jeito que a coisa tá só tô pagando as visitas que recebo, como estou fazendo agora. Não tá mais dando tempo pra gente ver o que os amigos estão publicando. Perdoe-me é a correria dos tempos modernos.

*******
Saudações Celestes

SITE/BLOG.....CRUZEIRO: O MAIOR DE MINAS
Sou Cruzeirense - Site
Sou Cruzeirense – Blog 1º ano
ENTREM E SINTAM-SE A VONTADE

Rui Moura disse...

Portugal e brasil estão entregues às baratas!... Treinadores assim nem em peladinha...

Saudações esportivas!

Carlão Azul disse...

Tô voltando porque esqueci de responder a pergunta que fez no meu blog:

QUEM É MAIS ÍDOLO NO CRUZEIRO: TOSTÃO OU DIRCEU LOPES?

Tostão parece ser bem mais "amado" pela Nação Azul que Dirceu Lopes, porque além do belo futebol que jogou no Cruzeiro teve os problemas que todos conhecemos que o retirou do futebol. Talvez também por isso tenha tido mais atenção da torcida. Agora Dirceu Lopes foi também um monstro que vestiu o Manto Azul e o dignificou por todo o tempo que jogou no MAIOR DE MINAS.

Abraços amigo WH.

Warley Morbeck disse...

Herbert, quem tem o pior técnico: Brasil ou Flamengo?

Warley Morbeck
http://flamengoeternamente.blogspot.com
http://eternabola.blogspot.com

Arthur Virgílio disse...

É verdade, a Copa vai ser longe do Brasil, quem saiba assim o Brasil ganhe seus jogos. Mas, em 2014 como fica? Três jogos sem marcar em casa é inexplicável.

Acho que a Colômbia teve méritos, pois soube neutralizar o Brasil. Mas, por outro lado, faltou um algo a mais da seleção internacional do Brasil.