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5 de abril de 2009 - 15 anos sem Kurt Cobain


A data de 5 de abril de 1994 ficou marcada para os fãs e apreciadores do movimento Grunge. Nesse dia falecia o líder do Nirvana, Kurt Cobain. Para sua morte, existe uma versão oficial e sacramentada pela policia dos EUA: suicídio. Mas existem fãs do cantor que acreditam veemente em um assassinato encomendado por sua esposa, Courtney Love.

Como publicado à época, as brigas do casal eram constantes. E existem fatos que colaboram para a teoria de assassinato. Segundo alguns especialistas, a dose de heroína encontrada no sangue de Kurt Cobain, seria o bastante para impedir que ele conseguisse dar um tiro na própria cabeça. Pessoas próximas do cantor, afirmam que a carta-suicídio encontrada ao lado do seu corpo, não tinha sua letra. Um gigolô, que já havia afirmado em entrevista ter informações sobre a morte de Kurt e saber que não foi através de suicídio, foi assassinado na véspera da data marcada para depor na delegacia responsável pela investigação do caso. E talvez, o fato mais forte de todos: o pai de Courtney Love, afirmou em seu livro, acreditar que sua filha planejava a morte do marido.

Mas não resta dúvida que o relacionamento do casal foi bem conturbado com diversas brigas e desentendimentos e que desde o início foi algo completamente inusitado. No casório (que aconteceu em 24 de fevereiro de 1992 no Hawai na praia de Waikiki), trajes completamente fora do padrão para a ocasião. Kurt Cobain casou-se de pijama, enquanto Courtney usava um vestido velho, que pertenceu a atriz Francis Farmer. No dia 18 de agosto do mesmo ano, nasceu a filha única do casal, Frances Bean Cobain. Após discussão (mais uma) o casal chegou a conclusão que a filha levaria o nome da atriz Frances, muito admirada por Courtney.

Na infância, uma vivência complicada. Uma criança hiperativa que muito cedo já começou a viver sob efeito de remédios sob prescrição médica. Tendo como único amigo um garoto que desde cedo usava drogas e era homossexual, Kurt já aprendeu a conviver com os preconceitos desde jovem. “Eu soube o que era sofrer com preconceito contra homossexuais mesmo não sendo gay. Acho que por isso, eu sempre odiei quem odiava os gays”. E foi sob influência desse amigo, Myer Loftin, que Kurt experimentou droga pela primeira vez na sua vida. Aos 13 anos ele teve o primeiro contato com a maconha.

O Nirvana foi formado em 1987 com Kurt Cobain no vocal, Krist Novoselic no baixo e Chad Channing na bateria. Em 1989 veio o primeiro grande álbum, Bleach, que vendeu 35 mil cópias e contou com o apoio dos 'college radios'.

Em 1990 Dave Grohl entra na banda para substituir Chad Channing na batera e dar início aquela que pra muitos foi a maior banda de rock n' roll dos anos 90. A essência do sucesso nasceu em setembro de 1991 com o lançamento do segundo disco, Nevermind, que continha uma música que foi considerada o hino de uma geração, Smells Like Teen Spirit.

Um fato curioso: logo assim que o Nirvana apareceu para a mídia, alguns críticos e especialistas em música, chegaram a taxar a banda como “figurinha da revolta sem causa” e acreditavam que seria mais uma a entrar pra lista de “produtos descartáveis”. Com o lançamento de Nivermind, a banda tirou da primeira posição das paradas de sucesso dos EUA, o grande astro pop Micheal Jackson. Um dos críticos que malharam o Nirvana um ano antes chegou a declarar: “Eu me equivoquei. A simplicidade da música deles vira um detalhe perto da essência e aura da banda. Estamos diante do mito do rock n' roll na atualidade”.

Mas não foram apenas críticos que se encantaram com a banda e o movimento que o Nirvana impunha desde sua trajetória iniciado na cidade de Seattle. Uma avalanche de jornalistas, fãs, executivos da músicas e profissionais de marketing, passaram a procurar a banda atrás de entrevistas, fotos, autógrafos, contratos, parcerias, anúncios, datas para festivais e etc. Fato que desde o início incomodava bastante Kurt Cobain.
Em meio a esses acontecimentos que eram novidades para o trio, em 1992 o hino grunge, Smells Like Teen Spirit, concorreu ao Grammy de melhor rock, mas perdeu para Layla de Eric Clapton.

Em meio a isso tudo, a heroína que chegou na vida de Kurt Cobain em 1986 tornava-se algo cada vez mais habitual entre festivais e apresentações únicas. Entre tantos shows da banda, dois ficaram marcados na história do Nirvana de forma negativa. Os dois no ano de 1993. Em janeiro, a banda veio ao Brasil para dois shows. Um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro. Ao saber que o festival que acontecia no Brasil levava o nome de uma marca de cigarro (Hollywood Rock), Kurt não titubeou e resolveu protestar no segundo show. No palco da Praça da Apoteose no Rio, o vocalista do Nirvana entrou usando um pijama de sua esposa e completamente embriagado de tranquilizantes e uísque. Para Dave Grohl, este foi o pior show do Nirvana.

Meses mais tarde, momentos antes de uma apresentação em Nova York, Cobain sofreu uma overdose de heroína e acabou sendo socorrido por Courtney Love. Recuperado, ele subiu ao palco e o Nirvana fez o show normalmente.

Em setembro de 93 a banda grava In Utero e meses depois um acústico para o canal norte-americano MTV.

A partir de fevereiro de 94, podemos dizer que Kurt Cobain começava a viver um momento bastante tenso em sua vida. Crises de histeria causadas por brigas conjugais seguidos de incontáveis doses de tranquilizantes. Uma aproximação muito forte com a heroína (Kurt chegou a ser convencido por amigos a entrar numa clínica de reabilitação, mas o máximo que ele fez, foi buscar tratamento contra a sua bronquite).

Nesse período, Kurt sofreu com algumas overdoses de remédios, mas sempre era socorrido a tempo. Na maioria das vezes por Courtney. Em alguns casos, a polícia constatava ser tentativa de suicídio, mas o líder do Nirvana negava dizendo ser tudo consequência de seus desentendimentos com a esposa. No dia 18 de março de 94, Cobain chegou a se trancar no banheiro com uma arma e Love se viu obrigada a chamar a polícia. Mais uma vez suspeitaram de tentativa de suicídio, mas segundo o cantor, foi uma tentativa de fuga da esposa.

No final do mês de março, Kurt comprou mais uma arma (ele fazia coleção de armas de fogo) e dias depois entrou numa clínica de reabilitação. Mas o tratamento durou apenas um dia, pois Cobain fugiu da clínica na noite seguinte e foi para Seattle. Algumas pessoas viram o vocalista chegando em casa, mas nem amigos e nem familiares tinham noticias do seu paradeiro. No dia 4 de abril a policia tornou oficial o desaparecimento de líder do Nirvana. Jornais e programas sobre música dos EUA não pararam de noticiar suposições sobre o fato.

No dia 8, seu corpo foi encontrado num quarto vazio por um eletricista que havia sido contratado para instalar um sistema de segurança. Havia um ferimento de tiro na cabeça. Na autópsia da polícia, ficou comprovado uma quantidade de heroína no sangue capaz de provocar uma overdose e que a bala havia entrado pela boca. No atestado de óbito, a causa da morte foi o tiro, mas para os legistas, antes do tiro, Kurt já havia sofrido uma overdose fatal. A data estipulada e depois oficializada para o falecimento foi dia 5 de abril de 1994.

Trechos da carta-suicídio encontrada ao lado do corpo de Kurt Cobain:

“Há anos que não sinto a excitação de ouvir, ou mesmo criar música, nem sequer compor e escrever. Sinto-me culpado, para além daquilo que as palavras exprimem.”

“O pior crime que eu imagino cometer seria enganar as pessoas, ludibrificando-as e fingindo que me estava a divertir 100%.”

“Eu devo ser um desses narcisistas que só dá valor às coisas quando as perde. Sou muito susceptível. Tenho de estar já um pouco entorpecido para recuperar o entusiasmo que tinha quando era criança”

“Agradeço-vos a todos da boca do meu estômago ardente e nauseado, as vossas cartas e a vossa preocupação ao longo dos últimos anos. Sou uma pessoa demasiado excêntrica, instável, criança! Perdi a paixão e lembrem-se: é melhor arder que esvanecer.

Paz, amor, Empatia!”

4 comentários:

Persio Presotto disse...

gosto muito das músicas dele. abs, pp

Efraim disse...

Putz, o que ele tinha de um pouco de gênio, creio eu, tinha de perturbado. Dizem que todo gênio tem uma maldição, um quê de louco. A dele foi a vida que teve e a morte que recebeu.

Que esteja em paz, finalmente!

Flavio disse...

nossa, nao conhecia essa carta dele...
muito foda.
Tenho uma indicação de banda pra vc ouvir - Instiga ...
baixa o último disco, acho que vai gostar:
www.instiga.com

Mateus Papini disse...

Um dos vocalistas mais fodásticos do mundo...