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Um mundo cada vez com menos gênios


O castelo dos pop stars vai se esvaziando. Nossos olhos, nossos ouvidos e nossas percepções vão perdendo valores para a nossa mente, as nossas recordações. Estamos vendo ídolos, mitos, lendas, ou seja, astros marcantes deixarem de habituarem esse mundo como simples mortais e virarem lendas. Com certeza irão compor os mais valiosos livros e arquivos daqueles que tiveram sua devida importância no século XX e início do XXI.

Mas será que compor as nossas lembranças já basta?

A morte de Michael Jackson me fez chegar a uma conclusão. Nós, como simples admiradores, estamos perdendo. E muito.

Ícones como Beatles, Elvis Presley e tantos outros, não estão mais nascendo. Ou não estão sobrevivendo diante da ferocidade e fome insaciável da mídia por ‘coisas’ esculachadas, fabricadas e fomentadas para o sucesso imediato. Não dá tempo para a qualidade se casar com o sucesso. Não há espaço para os gênios fazerem seus trabalhos do seu jeito. Tudo precisa ser muito igual, muito padronizado.

Acredito que dificilmente alguém, hoje em dia, revolucionaria o mercado de videoclipe como fez Michael Jackson na década de 80. Quem quer saber de evolução, de mudança atualmente? Nem na música querem isso. Os consumidores parecem perdidos sobre a variedade de acesso e pouca variedade de opções musicais. Os estilos estão se atrofiando à medida que ninguém inventa mais nada.

Fazendo uma justiça com aqueles que possuem uma personalidade artística: esses o mercado não dá valor. Não interessa. Mas eles existem.

Ao mesmo tempo em que choramos a morte de um ídolo temos a certeza que não teremos outros gênios no futuro. Isso me incomoda. De certa forma, não deixa de ser um vazio que fica entre as pessoas.

O mundo vai perdendo riquezas e a capacidade de se recriar não parece que virá à tona.

Esse post não tem a intenção de trazer nenhum senso pessimista sobre a música. Existem coisas boas, sim. Coisas que me agradam. Mas falta genialidade. Falta alguém que crie trabalhos formidáveis que já nascem sem deixar dúvida sobre sua qualidade.

Eu nunca cheguei a ter Michael Jackson como um grande ídolo, mas reconheço bem o que ele representou pra música e sei melhor ainda, a perda que é esse falecimento.

O artista nascido do aguerrido Jackson 5 fará falta. Que descanse em paz!

3 comentários:

Efraim disse...

Caramba, Wilson... EU PENSEI EXATAMENTE NISSO!! A FALTA DE GENIALIDADE.

Será que teremos artistas que possam marcar alguma década futura, como fora nos anos de 1980?

Espero que sim. Mas não há garantias.

Barbara Góes disse...

Adorei o post.. Simplesmente espetacular. É o que eu estava querendo falar e ainda não tinha conseguido traduzir em palavras!

O blog está de parabéns.. Já coloquei na lista de blogs favoritos..

=D

Vv disse...

Ahhh, os gênios vêm e vão ... e alguns só são "qualificados" como Gênios, pós morte. A história está cheia deles. O Michael é um MITO. Pelo que fez da carreira e com ELE. Ouso dizer, que o Elvis MORREU SIM, MAS O MICHAEL NÃO :) ! Abraços, Vivi.