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Os Mercenários traz a volta da empolgação dos filmes de ação




Por Efraim Fernandes

Direto ao ponto: Os Mercenários não é uma obra prima do gênero ação, porém merece uma salva de palmas, e de pé, por tornar realidade um sonho de uma legião de fãs nessas mais de duas décadas, que é reunir o dream team de astros de ação.

Senhoras e senhores, agradeçam à Sylvester Stallone, roteirista e director, por ter reunido Jason Statham, Jet Li, Terry Crews, Steve Austin, Randy Couture, Dolph Lundgren, Eric Roberts, Gary Daniels, Mickey Rourke, Arnold Schwarzenegger e Bruce Willis.


Fica claro a homenagem aos filmes de ação de outrora: hercúleas explosões, uma sem fim saraivada de tiros, exageros à lá True Lies, e, quem diria... Dramas pessoais e comédia na dose certa. Como exemplo a personagem Tool (Rourke) assombrado pelo passado em ter tirado tantas vidas em batalha, mas quando teve a chance de salvar uma única alma do suicídio, segue em frente sabendo que poderia ter evitado o ocorrido. Há também Jet Li impressionando não em ser o malabarista da pancadaria – suas lutas são impecavelmente coreografadas -, mas sim por ser brevemente alívio cômico nas cenas - olha a piada do "quatro homens e meio" que tem no trailer.

Os Mercenários não tem nada de inovador e a trama é bem básica, um filme simples, mas bem executado: Um grupo de assassinos profissionais, Os Mercenários, é comandado por Barney Ross (Stallone), que aceita o serviço oferecido por Mr. Church (Bruce Willis, mais canastra, impossível) para derrubar um ex agente chamado James Munroe (Roberts) e de quebra acabar com a ditadura imposta pelo general Garza (David Zayas).

Nesta sucessão de clichês que se baseia o filme com frases de efeito, veias pulsando, MUITA, MAS MUITA PORRADA, cenas tão empolgantes quanto difíceis de engolir e, claro, a beleza de Giselle Itié que interpreta Sandra - que lábios, por Deus! É através dela que Ross e Lee Christmas (Statham) encontram ajuda na missão prévia de reconhecimento, que acaba virando um verdadeiro palco para perseguições, cenas rápidas quadro a quadro na ilha de Vilena - que teve como locação a cidade de Mangaratiba - para um festival de balas em cabeças, tronco e membros, culminando na morte de quarenta e um soldados de Garza.


Uma constante na película é a garantia de drama aqui e acolá, mas sem desandar a pretensão de um filme voltado para os machos de plantão. Afinal, o que se espera de um filme que tem como um dos pontos altos a reunião da santíssima trindade porradeira dos filmes de ação dos anos 80 composta por Willis, Stallone e Schwarzenegger, uma calmaria antes da sinfonia de morte executada pelos dispensáveis? Tudo regado sempre que possível com piadinhas curtas e boas – o ‘brincar na selva’, o tamanho de Li e a família que ele tem para sustentar, a menção do governador querer ser presidente, e por ai continua arrancando risadas...

Quando não há mais o que ser explorar e trazer mais ‘aprofundamento’ ao passado de personagens, vem o clímax no QG de Garza, com mais lutas, explosões e o mais legal: Terry Crews, que apesar de sempre hilário, é o cara que salva o traseiro dos companheiros. Esse sim sabe fazer como ninguém o explodir de corpos. Aliás, a melhor contagem de corpos vai para ele lembrando clássicos como Predador e Comando Para Matar.

Queridos amigos, Os Mercenários é exatamente o que se vê, sem tirar e nem por, é prosa e poesia traduzida em um festival ‘testosteronizado’ sem precedentes de muitos socos, chutes, risadas, frases de efeitos e o sentimento de dever cumprido em brindar à (tentativa de) volta do gênero tão consagrado de outrora. Quem sabe este se torne um clássico de ação daqui há três décadas? O filme acaba e fica a sensação de que poderia se ter mais. Talvez tenhamos, já que se especula uma trilogia com mais outros astros brucutus.

Classificação: MANDOU VER!

Escreveu Efraim Fernandes

6 comentários:

Paulo Brito disse...

Não concordo, nem discordo. Muito pelo contrário. Parabéns pela resenha viril!

nandaloch disse...

Como sempre, muito boa a tua resenha. Ponderada, mas me deu vontade de assitir!

Péricles Barreiros disse...

Efra, muito boa a análise ao filme!

Tive semelhança de impressão que vc teve no filme: nada mais é do que se vê!

A crítica do Omelete achou o filme mediano, mas sinceramente, foda-se a crítica dele.

Me amarrei no filme. Ao sair hoje do cinema com o Robson, do Nucom, o Briznaga, eu disse: caralho, essa foi a liga da justiça dos matadores da década de 80.

Sem falar nos lutadores de vale tudo, já que é um lutador desses que mata o careca do mal... rs

abraços e parabéns

Rapha... disse...

Poh Efra...
Ainda não assisti esse filme, mas diante do que li aki... Fiquei bastante curiosa!!!

Gostei do que vc escreveu...
Irei assistir com certeza, vamos ver se concordo ou não com sua crítica... asuashsu...

Bjos...

Gospel no Divã disse...

Caramba, Efra
Deu até vontade de assistir
Sei que é chover no molhado, mas suas análises são ótimas
Parabéns

zard disse...

ja estava afim de ver o filme depois disso tudo tenho q ver - parabens