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Quintal de futebol brasileiro


O fundador desse blog e, por ironia do destino, também autor desse post, faz faculdade de jornalismo e, após ver que não ganharia nada sendo jogador de futebol, resolveu ser jornalista esportivo. Mas na boa, 'evolução' precisa ser a peça principal na vida de qualquer um. E, infelizmente, não é a peça principal na vida do futebol brasileiro.

Os campos onde são realizados os jogos profissionais no Brasil mais parecem um quintal antes do apito inicial do árbitro. Só falta uma churrasqueira e um pagode, porque a movimentação é digna de uma festa na laje.

“Estamos aqui chegando perto do treinador para entrevistá-lo... Não, não vamos entrevistá-lo agora porque ele se prepara para falar com a televisão e como nossos ouvintes já sabem, eles possuem exclusividade”.

Esse trecho acima foi escutado um dia desses por esse estudante de jornalismo que vos escreve. E foi falado por um repórter de uma rádio, no momento pré-jogo, onde rotineiramente os repórteres invadem, literalmente, para saírem entrevistando as estrelas do “espetáculo”.

“A televisão paga pelo futebol brasileiro”
“O futebol brasileiro é um produto deles”
“A televisão está mais do que certa, é um direito deles”

Esses e outros blá blá blá's, todo mundo já está cansado de saber. E nem é mais nossa intenção questionar essa ordem, ou essa exclusividade. O que queremos é que varram o quintal e o deixem mais organizado.

Já copiamos tantas coisas dos europeus mesmo. Já reconhecemos que somos incapazes de organizar qualquer evento com perfeição. Já sabemos que somos terceiro-mundistas, ou seja, não-desenvolvidos. Calma, não precisa entrar em depressão.

Só é preciso algo simples. Porque não copiar mais uma idéia dos 'desenvolvidos'? Estamos falando da tal 'zona mista', onde antes e após os jogos (e até nos intervalos, dependendo) os jogadores passam por um local onde ficam os jornalistas, exatamente para fazerem as tais entrevistas (que na maioria das vezes são as mesmas perguntas com as mesmas respostas que em nada acrescentam).

Melhor do que aquela bagunça na beirada do campo que é ruim para os jogadores, que entram em campo empurrando quem ta na frente, ruim para os jornalistas, que atrapalham a si mesmos e ruim para os organizadores do tal evento futebolístico, que nem podem fazer algo mais organizado.

Precisamos evoluir!

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