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Buemi ou Alguersuari: qual deles deve ser mantido na Toro Rosso em 2012?


Por Leandrus

Uma das brigas mais curiosas da Fórmula 1 atualmente é a disputa interna na Toro Rosso. Já que Daniel Ricciardo, a nova menina dos olhos da Red Bull, parece ter lugar praticamente assegurado na equipe para o ano que vem, Sebastian Buemi e Jaime Alguersuari lutam entre si para ver quem terá o melhor desempenho dentro da escuderia nessa temporada; afinal, esse parece ser o único requisito para que os italianos escolham qual dos dois continuará pilotando para eles em 2012.

Ao contrário do que a classificação geral indicava após o GP de Monaco, essa briga não tem data para acabar. Após a prova nas ruas de Monte Carlo, Buemi, de forma surpreendente, já havia aberto 7 pontos de diferença para Alguersuari, que ainda estava zerado. Porém, o espanhol finalmente reagiu e conquistou 8 pontos nas 2 últimas provas, igualando-se ao seu companheiro na pontuação e dissipando os poucos mas amedrontadores rumores de que seria substituído por Ricciardo já no GP da Inglaterra.

Porém, não é só o fato de estarem empatados em pontos que mostra que a briga entre os dois irá render até a última prova. Buemi e Alguersuari são tão parelhos e geralmente andam tão perto um do outro que mal há como distinguir quem é o primeiro piloto da Toro Rosso e quem é o segundo. Isso tudo faz com que se imagine que embate entre eles seja decidido apenas nos detalhes. O fato de um estar sempre próximo do outro, no entanto, não significa que ambos são bons pilotos. Talvez até pelo contrário.

Buemi, embora sempre tenha batido seus companheiros de equipe, é discreto demais – e talvez nem seja exagero chama-lo de burocrático. É um piloto que não fede nem cheira, que volta e meia consegue seus pontinhos mas geralmente não chama a atenção de ninguém. E Alguersuari vai pelo mesmo caminho: pouco brilha e pouco aparece. Ou seja: embora nenhum dos dois é exatamente ruim, são apenas regulares, pouco capazes de proporcionar grandes momentos ou pilotagem de encher os olhos, pontuando mais por alguma situação adversa que tenha acontecido na corrida (prova com pista molhada ou com muitos abandonos, por exemplo) ou por uma acertada aposta numa estratégia arriscada.

A característica dos dois pilotos da STR, no final das contas, acaba resultando numa briga, embora dura, entediante. Afinal, ao mesmo tempo em que um tenta se sobressair em relação ao outro, quase nunca aparecem com uma atuação ou pilotagem digna de muitos elogios. E isso acaba queimando o filme deles também: embora seja verdade que eles não podem tirar muita coisa de um carro mediano como o da Toro Rosso, dão a impressão de que não conseguiriam lá muita coisa estando em outras equipes.

No final das contas, fica a pergunta no ar: será que não valeria a pena trocar de uma vez a dupla da Toro Rosso? Ora, a escuderia poderia ter uma talentosa dupla com o já citado Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne, próximo piloto na cadeia do programa de desenvolvimento da Red Bull. Podem ter certeza que não fui o único a pensar nisso, pois Vergne já provou que deverá ter um excelente futuro: ele foi o campeão da F-3 Inglesa no ano passado e é o atual líder da World Series. Fica aí a dúvida a martelar a cabeça da equipe italiana e a assustar os atuais pilotos da STR.

Leandrus - Automobilismo

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