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História do Guns N’ Roses – parte 1


Por Wilson Hebert

Devido ao grande sucesso que foi a publicação da história do System of a Down e influenciado também pela confirmação do Guns no Rock in Rio desse ano, o Futebol & Variedades resolveu trazer a história dessa banda importante e cheia de episódios marcantes em toda sua trajetória.

Particularmente, é um momento marcante na minha vida blogueira falar dessa banda, coisa que não havia acontecido antes ou por falta de tempo, ou por falta de momentos propícios, já que é público e notório que após um grande tempo de hiato, o Guns andou meio por baixo. Mas agora, esse é o momento ideal, pois, com a participação no maior evento de música da América Latina, eis a grande chance da banda de Axl Rose dar a volta por cima (claro que seria melhor se voltasse à clássica formação que veremos aqui nessa postagem).

Vamos à guerreira e “perigosa” história da última grande banda de Hard Rock.

Período pré-Guns N’ Roses

O primeiro integrante da banda a colocar o pé dentro da música foi Duff McKagan, baixista. No ano de 1981 ele perambulou por algumas bandas de Seattle, sem se firmar em nenhuma. Inusitadamente, já no ano de 1982, lendo um anúncio de jornal, ele se interessou em entrar em contato com um guitarrista chamado Slash. Após uma ligação, um encontro foi marcado na Califórnia. Com dia e hora marcados, lá foram os dois para um grande bate-papo sobre música, no qual descobriram vários gostos em comum, principalmente o apreço pelas bebidas alcoólicas.

Para esse encontro, Slash tinha levado um amigo, Steven Adler. Os três, juntos e bêbados, após conversas sérias e outras nem tanto, resolveram formar uma banda. Daquele trio de cachaceiros começava a resumida história do Road Crew. Logicamente, passado alguns meses, num raro momento dos três sóbrios, descobriram que a iniciativa havia sido muito precipitada. E novamente, em outra reunião onde acabaram bêbados, resolveram dar fim a banda. Mas a amizade estava cada vez mais forte.

Do outro lado da cidade da Califórnia, durante o ano de 1983, Axl Rose começava um trabalho com Izzy Stradlin, seu amigo de infância, era o início da banda Hollywood Rose, que foi outra a ter uma vida bem resumida. Nessa época, Duff já havia se arrumado em outra banda, a 10 Minutes Warning de Seattle.

Axl Rose insatisfeito com suas “bandinhas”


Após algum sucesso no subúrbio californiano, Axl vê um declínio da Hollywood Rose e forma outra banda em paralelo, a LA Guns. Foi daí que Axl Rose passou a trabalhar com dois grupos diferentes de músicos, percebendo as virtudes e defeitos de cada integrante. Na Hollywood ele tinha as companhias de Izzy Stradlin (guitarra), Chris Weber (guitarra), Rick Holland (baixo) e Johnny Kreiss (bateria). Na LA Guns, compunham a banda os seguintes músicos: Tracii Guns (Guitarra Solo), Ole Beich (Baixo) e Robbie Gardner (Bateria).

O grande problema de ter duas bandas, é que muitas vezes acontecia de um show ser marcado para as duas, ao mesmo tempo, coisa que sempre dava algum problema. Como duas bandas iriam tocar simultaneamente no mesmo palco? É lógico que a intenção era sempre de entrar uma, depois a outra. Mas Axl não estava satisfeito com os dois grupos.

Foi então que ele resolveu chamar Izzy para uma conversa, numa tentativa de colocar os pingos nos i’s. Sentados a mesma de um bar e quase bêbados, Axl faz uma confissão ao seu amigo e fiel companheiro de música: “vou juntar a p... toda”. Nesse bate-papo, já mais chapado, Axl havia revelado para seu amigo não gostar da falta de comprometimento de Chris Weber, Rick Holland e Johnny Kreiss e que sua vontade era de não trabalhar mais com eles.

Nasce o Guns N’ Roses e a insatisfação de Axl continua

Passado alguns dias, com a decisão mais firme do que nunca, Axl decide unir os três membros da LA Guns com ele e Izzy para formar aquela que seria a fusão. Pegando o nome “Guns” e “Rose”, Axl forma a resultante: Guns and Rose.

A primeira formação da banda, então, foi Axl Rose nos vocais, Izzy Stradlin na guitarra base, Traci Guns na guitarra solo, Ole Beich no baixo e Robbie Gardner na bateria. Com essa composição, o Guns N’ Roses fez apenas um show, que foi em março de 1985.

No meio do ano, Izzy, num encontro com seu amigo dentro da sua casa, perguntava a Axl o que ele estava achando da nova banda, até que o vocalista respondeu: uma merda. Foi então que o guitarrista comunicou que havia tomado conhecimento de um baixista com uma interessante habilidade. O nome dele era Duff McKagan. Axl deu carta branca: chame-o.

Com um novo dono do baixo, o Guns se levantou e fez mais alguns shows ainda no ano de 1985. Axl Rose chegava a conclusão que a banda havia melhorado, mas que ainda tinha muito o que melhorar. Era comum ele se encontrar com seu amigo Izzy para os dois conversarem situações a respeito da sua banda. De forma inédita, Axl chamou outra pessoa para esta conversa, que foi exatamente o recém chegado baixista Duff.

Nesse bate-papo regado a bebidas, Duff McKagan citava o nome de seus amigos de uma das inúmeras bandas que ele havia tocado. Tratava-se de Slash e do baterista Steven Adler. A intenção de Duff era a de substituir exatamente os músicos que não eram da panela do Guns.

Agora sim, com a formação clássica, o Guns meteu o pé na estrada

Você, caro leitor, que está lendo a história da busca incessante de Axl por uma formação ideal (a vida toda de Axl Rose foi isso, uma incrível mania de perfeccionismo), deve estar achando que aí foram anos de formações e separações. Ledo engano, tudo isso aconteceu em poucos meses. Tanto que ainda em junho de 1985, o Guns já chegava a sua formação mais duradoura e de maior sucesso na história da banda.

Mas um fato que não podemos deixar passar, era que nenhum daqueles músicos eram ricos ou herdeiros de alguma grande fortuna. Após viagens, encontro, criação de novas bandas e dinheiro gasto com bebidas, a grana estava perto do seu fim. Ainda assim, foi possível juntar uma quantia para participar de um show no Troubador em Hollywood e dar início a primeira turnê, conhecida como Hell Tour. O objetivo, claro, era o de conseguir um retorno financeiro. Mas nem tudo, ou quase nada, saiu como o planejado.

O show em Hollywood foi naturalmente com um público abaixo das expectativas dos integrantes da banda, já que eles ainda não eram conhecidos. Da mesma forma foi a turnê, que, quando passou por Seattle, teve o primeiro episódio marcante da banda. Com o fim definitivo do dinheiro, os músicos tiveram que vender parte dos equipamentos para voltarem pra casa.

Com tanta dificuldade, o desespero começa a bater a porta


A formação era aquela, os músicos eram aqueles, mas Axl agora tinha outro problema, a falta de dinheiro. Foi nesse período que o vocalista teve um princípio de depressão, se recordando dos seus tempos complicados de criança, quando sua mãe começou a namorar um cara que pouco tempo depois passou a mal tratar o líder do Guns N’ Roses. Até hoje existe um boato de que esse padrasto teria abusado sexualmente de Axl Rose, coisa que nunca foi confirmada pelo próprio.

Com os nervos a flor da pele, Axl “chuta o pau da barraca” e resolve apelar na busca por dinheiro. Começa a se envolver com os mais perigosos traficantes de droga da cidade de Los Angeles e também com cafetões. Passa a ser intermediador de negociações obscuras dessa gente até que, com uma pequena grana conseguida nesse meio sujo, Axl Rose resolve parar com as práticas ilícitas e volta suas atenções para o Guns N’ Roses.

Já no ano de 1986, contornando as dificuldades, o Guns grava seu primeiro EP (disco com poucas músicas) com o nome de Live Like a Suicide. O curto disco continha quatro canções, sendo uma delas um cover da música Mama Kin, do Aerosmith. Com muita insistência, Axl havia convencido um amigo que conhecia funcionários da Geffen Records, a levar o EP para dentro da gravadora. O amigo de Axl atendeu o pedido.

Com o disco na gravadora, os produtores ficaram encantados com a forma que o Guns reproduziu a música Mama Kin e resolveram entrar em contato diretamente com Axl. Outro fato inusitado, foi que o vocalista Axl Rose só aceitou se reunir com os produtores na hora do almoço, pois assim, todos os integrantes da banda ganhariam a oportunidade de fazer uma refeição decente.

O sol começa a brilhar na janela de Axl Rose


Com contrato assinado, Guns N’ Roses e Geffen Records começam a trabalhar o primeiro disco da banda, que foi batizado como Appetite for Destruction, que traz no seu desenho um robô estuprador prestes a ser devorado por um monstro. A capa chegou a ser proibida nos EUA por fazer apologia à violência contra a mulher. Mas só os políticos enxergaram isso. Os fãs não se preocuparam nem um pouco e tanto os homens quanto as mulheres passaram a consumir cada vez mais o som da banda.

O disco serviu como espécie de cartão de visita do que estava por vir. Porrada, som pesado, músicas rápidas e ao mesmo tempo originais, desenvolvendo temas poucos comuns para as músicas da época, como pobreza, dificuldades, maluquices e volta por cima, que eram faladas por Axl e Cia. sem nenhuma receio.

Axl Rose estava animado e feliz. A maioria das músicas haviam sido escritas e arranjadas nos dois, três anos anteriores. Mas as sessões de gravações para o disco chegavam a durar incessantes 18 horas nos estúdios da Geffen. Em especial, todos os integrantes da banda depositaram um carinho especial por uma das músicas do primeiro CD: Welcome to the Jungle, que não à toa, foi escolhida a primeira do disco. Ela contava a história de todos eles, que conheceram a selva quando resolveram se aventurar na música.


Por ser a música que retratava a história do início da banda, David Geffen, um dos donos da gravadora resolveu dar um empurrão no sucesso da sua galinha dos ovos de ouros e ligou para a MTV, onde ele tinha bastante prestígio e fez um pedido que foi quase uma ordem: passem o vídeo clip de Welcome to the Jungle, por favor. O canal de música na televisão atendeu ao pedido, mas só reproduziu o vídeo da música nas madrugadas. Acontece que para a surpresa de todos, os telefones começaram a ficar cada vez mais ocupados, com os telespectadores pedindo mais e mais exibições da música. As rádios também embarcaram na onda e começaram a tocar a canção de forma incansável.

E todas as peripécias em volta daquela banda que surgia começava a cair nas graças dos americanos. Era um tempo complicado para o Hard Rock, que vivia uma tremenda falta de originalidade com músicos que se limitavam as poses, cantando sobre sexo, drogas e rock n’ roll, porém sem cativar nem um pouco o público. Enquanto isso, o Guns contava a sua vida nas suas músicas, mas vivia intensamente o lema do Hard Rock. A música Sweet Child O’ Mine entra nessa tese.

Como se as dificuldades vividas fossem justificativas para Axl tomar algumas atitudes “infantis”, ele retratou toda essa situação nessa outra música que acabou fazendo bastante sucesso. Conhecendo um pouco mais a banda, o pessoal da MTV ficara encantado com o riff inicial que Slash havia aplicado a canção.


Sucesso, fama, dinheiro, importância e polêmicas

Após dois singles lançados na mídia, o terceiro, Paradise City, veio para selar o sucesso. A banda chegava pela primeira vez ao topo das paradas. Com isso vieram convites para abrir shows de bandas importantes como Iron Maiden, Rolling Stones e Aerosmith. Conquistando um público cada vez maior, o Guns resolveu partir para uma turnê mundial, sendo o principal nome nos cartazes dos concertos.

E a medida que o nível de fama subia, o nível alcoólico dos músicos subia junto. Todos eles dormiram pobres e fadados ao fracasso e acordaram no dia seguinte ricos, famosos e com tudo aos seus redores. A mídia começava a explorar toda aquela atmosfera. Na primeira turnê internacional, chamava a atenção como os músicos do Guns chegavam para os shows. Quase sempre bêbados. Em várias situações, Slash, o que mais gostava de beber e sempre que podia levavas seus uísques juntos, mal agüentava em pé antes mesmo de entrar no palco e em outros momentos, desmaiava logo após ou durante as apresentações.

Um caso inusitado envolvendo o guitarrista da banda foi dentro do avião em uma das viagens da turnê. Slash estava tão bêbado que parecia fora de si. Ele acendeu um cigarro e começou a fumar. Uma das aeromoças chegou até ele e pediu que ele apagasse o cigarro, pois o fumo era proibido dentro da aeronave. Slash respondeu: “só paro se você sentar no meu colo para transarmos”. Logo em seguida, o músico fez um pedido: “me traga mais bebida”. Slash estava tão doido, que após beber mais uísque, adormeceu com o cigarro na boca. Segundos depois o cigarro caiu colocando fogo na sua poltrona. Com o desespero dos demais passageiros, os outros integrantes do Guns começaram a rir da situação do amigo.

Outro caso polêmico aconteceu na Inglaterra, durante um show em Donnington, pelo festival Monsters of Rock. Enquanto o Guns tocava no palco, uma grande confusão aconteceu na platéia gerando confusão e bastante correria. Dois fãs acabaram morrendo sendo pisoteados no corre-corre. Após esses episódios, o Guns ganhava da mídia o apelido de “banda mais perigosa do planeta”.

********

É possível perceber o número de fatos e histórias a serem contadas envolendo o Guns n’ Roses. É exatamente por isso que a biografia da banda aqui no Futebol & Variedades será dividida em alguns capítulos. Este é o fim do primeiro. Mas não perca o próximo, que contará todos os acontecimentos envolvendo os próximos CD’s do Guns.


Essa postagem também pode ser vista no site Aliterasom. Clique aqui e confira.

Wilson Hebert – Assuntos gerais
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6 comentários:

Anônimo disse...

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